Brasil – mercado de caminhões em 2016

Comentários: a surpreendente queda no mercado de caminhões ocorrida no ano de 2016 é para entrar para a história e quem sobreviveu a isso deve estar habilitado para se beneficiar da provável recuperação desse mercado em 2017! Uma queda de 29% entre 2015 e 2016, já tendo sido 2015 um ano ruim, quando só 71.000 unidades foram comercializadas, e agora em 2016 pouco mais de 50.000 unidades, é para dar desespero em qualquer montadora e concessionários da mesma forma!

Fato interessante foi a Mercedes recuperando a liderança após mais de dez anos amargando a vice posição! Deve estar uma alegria na tristeza, alegria pelo resultado é tristeza pelo mercado!

Analisando-se cada subsegmento da categoria de caminhões podemos destacar:

Semileves acima de 3.5 ton de PBT até menos que 6,0 ton de PBT

Aqui por míseros 9 veículos a Mercedes manteve-se à frente da Ford, a Sprinter mostrou sua força, um carro Premium líder de mercado é para poucos, e a força da marca e qualidade do produto alavancam essa situação!

Leves de 6,0 ton de PBT até menos que 10,0 ton de PBT

A VW-Caminhões manteve a liderança no subsegmento mas a Mercedes com o Accelo, já que o legendário 710 deixou de ser ofertado ao mercado desde a introdução do Proconve P-7 [Euro 5], aproximou-se bem da líder!

Médios de 10,0 ton de PBT a menos que 15,0 ton de PBT

Nesse subsegmento VW, Ford e Mercedes estão compartilhando muito proporcionalmente o share, sendo o volume da VW em torno de 1.500 unidades, Ford 1.400 unidades e Mercedes 1.100 unidades. O que acontece aqui é que a Mercedes praticamente manteve o volume de 2015 e a Ford e VW perderam praticamente cerca de 1.000 – 1.500 unidades neste ano de 2016!!! Este subsegmento já foi dominado pela VW com o seu imbatível Work 13-180/190, mar com a vinda de caminhões mais competitivos, Ford 11-19, e os caminhões leves truncados, que entram na categoria de médios, então a distribuição do marketshare chegou aonde se apresenta em 2106!

Semipesados de 15,0 ton de PBT até 45,0 ton de PBT e ou menor que 40,0 ton de PBTC no caso de cavalo

A VW lidera esse subsegmento, porém a Mercedes vem retirando participação da mesma, creio que o foco da Mercedes com a linha Atego e ampliando o line-up favorecem a alemã de Stuttgart! Aqui o VW- 24-280 mostra sua força, mas temos que esperar para ver como a Mercedes irá atacá-la em 2017, esperar e ver!

Pesados, vulgarmente chamados de extrapesados, o que de fato não existe na segmentação da Anfavea. São caminhões cavalos com 40,0 ton de PBTC e acima disso, ou caminhões rígidos com PBT ou CMT acima de 45,0 ton

Aqui a Volvo lidera com 4.200 unidades e a Mercedes foi a vice-líder com ca. 4.000 unidades, o que por si só já é um resultado qualitativo e quantitativo expressivo. Creio que a atualização da linha Actros tenha ajudado nesse resultado. Em 2017 um novo cenário se apresenta nesse subsegmento, a legislação permitindo veículo com PBTC/CMT de 91,00 toneladas! Aqui o motor vai falar alto, devendo ter potência acima de 550 cv e torque proporcionalmente elevado, caso contrário essas composições irão se arrastar perigosamente nas rodovias ou estradas por onde rodarem!

Brasil é o maior laboratório de transporte de cargas, saímos dos 45,0 ton de PBTC, para 57,0 ton bi-trem, depois 74,0 ton bitrenzão/rodotrem, e agora chegamos no super-bitrenzão, história sem fim! Só falta chegarmos nas composições australianas de 50,0 m de comprimento! Será??

Abaixo seguem dados da Anfave, incluindo o de ônibus onde a Mercedes tem ampla vantagem, e VW e Agrale estão bem próximas em volume de vendas.

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Uma resposta para “Brasil – mercado de caminhões em 2016

  1. Eustáquio; a impressão que tenho em quase 40 anos no setor é que dois fatores puxaram as vendas para baixo: a paradeira da construção das grandes obras, pela Lava Jato e o compartilhamento da frota permitido pelos aplicativos de oferta e busca de fretes.
    O primeiro é evidente. O segundo inspira transportadores de coleta e transferência a encolher suas frotas e apoiar-se nos aplicativos, sempre com grande quantidade de candidatos aos fretes. Ainda que as obras voltem timidamente em 2017, o segundo fator só tende a crescer. Então, se não surgir um programa oficial (pouco provável porque envolveria financiamento) de dessucatização da frota, retirando de circulação os zumbis em poder dos autônomos, o gráfico de produção e vendas continuará a se arrastar.

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