INOVARAUTO, seria mesmo esse o nome do programa?! OU SERIA INTEGRARAUTO!

Comentário do Taco: acredito que o primeiro objetivo do programa InovarAuto, que foi o de proteger as empresas que aqui já estavam, a longo prazo não poderá conter a chegada dos “chineses-de-baixo-custo/preço”, isso porque a competitividade se dá pela própria competência e capacitação de se lutar no mercado aberto. Então, nós aqui do Brasil, precisamos de apoiar do governo para ir para o mundo,    receber quem aqui quiser investir ou para cá exportar, num conceito de trade-balance. Só botar o pé na porta creio que não seja economicamente, politicamente e comercialmente inteligente. O tema de redução de consumo – eficiência energética –  que está contemplado no InovarAuto, mexeu com os fabricantes locais, além dos novos entrantes, muito bom, as etapas de localização, legal, mas o mais importante é apoiar os locais e novos entrantes  irem para o mundo, com produtos do Brasil! Assim  também carece de um programa efetivo o setor de eletrônica, chega de ser tupiniquim de informática e eletrônica em geral, e estar doi,s três, quatro degraus, atrás do mundo desenvolvido em termos de tecnologias da comunicação! Demoramos quase 30 anos para regulamentar o ABS, sem comentários.

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Consultores alertam: programa por si só não tornará indústria mais competitiva

FERNANDO NEVES, PARA AB

A indústria automobilística brasileira precisa se preparar para enfrentar a competição mundial e o Inovar Auto não é suficiente. O alerta é de David Wong, diretor da AT Kearney, durante o V Fórum da Indústria Automobilística, realizado por Automotive Business na segunda-feira, 28, no Golden Hall do WTC, em São Paulo. Wong, Paulo Cardamone, managing director da IHS Automotive; e Stephan Keese, diretor da Roland Berger, compuseram o painel “Opinião dos Consultores: a Caminho do Inovar Auto 2”.

O diretor da AT Kearney diz que o programa sozinho não é suficiente para desenvolver a indústria e que não há política industrial, fiscal, econômica, energética e de formação de mão de obra. “Falta política industrial e o ambiente atual no Brasil não é favorável aos negócios. Hoje o jogo é outro, não é mais para quem produz 2 milhões de veículos ao ano. O Brasil precisa estar preparado para enfrentar a concorrência no patamar de 5 milhões a 6 milhões de veículos”, afirma.

Para o consultor, o setor e o governo não devem perder a meta de tornar as linhas de produção brasileiras capazes de exportar.

Cardamone observa que no Inovar-Auto só há certeza da data para elevação da eficiência energética dos veículos: 2017. “Não fez, pagará multa”, recorda, esclarecendo que essa medida não irá tornar o veículo brasileiro competitivo porque ainda existem as questões relativas ao custo Brasil, como carga tributária, preço de matéria-prima e mão de obra.

Keese critica o regime automotivo porque foi desenvolvido isolando o mercado brasileiro sem inseri-lo no contexto mundial. “Com o Inovar-Auto o governo tratou o Brasil como uma ilha em um mundo global”, pondera. Para Keese, a atual capacidade instalada da indústria é insuficiente para criar uma cadeia de valor que possa fazer o setor viver de modo independente do mercado mundial. Além do mais, destaca o fato de que o mercado doméstico em 2014 está em ritmo mais lento.

O diretor da Roland Berger explica, porém, que uma provável queda no consumo interno de veículos não é motivo para pânico. No entanto, ele adverte que a indústria nacional não é pizza que se pode comer só uma parte. “É preciso utilizá-la plenamente para ser sustentável e uma das saídas é aumentar o nível de exportação.”

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