MERCADO BRASILEIRO DE CARROS: A PIZZA DE MARKET SHARE ESTÁ EM AJUSTES ,

Comentário do Taco sobre o artigo abaixo: se em 2002 o market share das 4 grandes fabricantes nacionais era de 82,6%, agora em 2013 caiu para 67,5%, isso mostra uma clara reorganização nos market share da VW, Fiat, GM e FORD. De fato a FORD é a primeira ameaçada, pois com share na casa dos 10%, vem sofrendo um ataque direto da Renault e em 2014 será um desafio ficar à frente da francesa.

Se nos Estados Unidos, as 3 grandes, GM, FORD e CHRYSLER possuem 45% de share, com ataque forte das japonesas, especialmente Toyota, aqui no Brasil a coisa será pior, pois além das japonesas, francesas, coreanas e principalmente as chinesas deverão fazer uma reviravolta na divisão da pizza de market share ainda mais substancial ! O que compensará a perda de share pelas 4 grandes, de fato 3 grandes, será o aumento do mercado, isso de fato é o que vem atraindo a chegada de mais montadoras ao Brasil, consolidando-se como 4º mercado consumidor mundial e 7º produtor ! Com tantas empresas aqui se instalando outra vertente do negócio carros vai ter que ter prioridade, exportação ! Assim a capacidade instalada poderá ser explorada com mais eficiência !

É esperar e ver o que acontece.

​Cliente:     Café com Notícias

​Veículo:​Valor Econômico – SP

​Data​10/01/2014​             Seção: Empresas

Avanço asiático muda perfil da indústria de automóveis

Por Eduardo Laguna | De São Paulo

Acentuou-se no ano passado a transformação do perfil do mercado de automóveis no Brasil para um cenário de maior competição e diversidade de marcas. Pela primeira vez, a concentração das vendas nas quatro montadoras mais tradicionais caiu abaixo de 70%. Fiat, Volkswagen, General Motors e Ford responderam por 67,5% dos carros de passeio e utilitários leves licenciados em 2013, uma queda de mais de 3 pontos percentuais em relação ao ano anterior.

A fatia das quatro veteranas era de 83,6% em 2002. Desde então, elas vêm cedendo espaço para as marcas novatas. Esse processo teve início durante os anos 90, com a instalação de fábricas de marcas francesas e japonesas no país – como Renault, Peugeot Citroën, Honda e Mitsubishi -, e ganhou velocidade no último ano com as investidas da Toyota e da coreana Hyundai no mercado de modelos compactos, que movimenta os maiores volumes de vendas.

Desde o início da década passada, a principal mudança no cenário foi a expansão das marcas asiáticas. Com o início da produção local de carros populares no segundo semestre de 2012, as vendas da Hyundai praticamente dobraram e as da Toyota cresceram 55% em 2013, na contramão da queda de 1,5% de toda a indústria de veículos leves. As japonesas Honda e Nissan também ganharam espaço nos últimos anos. Desde 2002, a participação da primeira subiu de 1,5% para 3,9% e a da Nissan saiu do zero para mais de 2% do total.

Somados, esses percentuais provocam uma redistribuição do mercado e deixam o Brasil mais próximo do cenário de difusão de marcas dos Estados Unidos. Lá, as três grandes montadoras de Detroit – GM, Ford e Chrysler – detêm 45% das vendas e o restante é distribuído entre marcas estrangeiras. As montadoras asiáticas já somam 45,4% do mercado americano. O grupo é liderado pela Toyota, maior montadora do mundo, que responde por 14,4% das vendas de automóveis nos EUA, mais do que a nativa Chrysler (11,5%). O Brasil dá sinais de que pode trilhar um caminho semelhante.

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