CARROS – EUREKA, ABASTECIMENTO A CADA 100 ANOS ! Th- 8 gramas de Tório neles !

Comentário do Taco: Essa informação abaixo, falando como engenheiro automobilístico,  me soa próxima da invenção da luz elétrica pelo brilhante e iluminado, sem trocadilhos,  Thomas Edson, o uso de 8 gramas de Tório seriam suficientes para mover o veículo por 100 anos, isso será ou seria a maior revolução energética no setor veicular, e se pode mover veículos, então poderá mover todos os outros sistemas mecânicos ! Vou assistir de outra esfera cósmica !

Carro do futuro abastecerá a cada 100 anos, abaixo explicação do que é o Tório – Th !

O Urânio-235 e o -238 usados nos reatores modernos de fissão nuclear são as fontes com mais densidade de energia conhecidas pela humanidade (1.546.000.000 MJ/L), mas este potencial de energia vem a um preço caro – e não apenas durante desastres naturais. Seus derivados de plutônio radioativo permanecem irradiando letalmente por milênios. É por isso que uma pioneira empresa nórdica está desenvolvendo um combustível alternativo que não vai produzir o plutônio radioativo.

Quando o urânio é usado em um reator de água leve convencional, ele é convertido em plutônio (e se o isótopo U238 for usado, o resultado por ser o Pu239). Mesmo sem o perigo de plutônio para armas se proliferando dos depósitos de lixo radioativo dos países, não há uma maneira realmente fácil de eliminar o subproduto. A melhor alternativa encontrada até agora foi enterrá-lo e torcer pelo melhor. Mas a Thor Energy – uma subsidiária da Scatec, de Oslo – quer queimar os depósitos de plutônio para gerar energia aos reatores que os criaram. Tudo o que esse sistema precisa é de tório. Muito tório.

Felizmente, o tório (Th232) é abundante – apesar de radioativo. Estima-se que seja quatro vezes mais comum do que o urânio e 500 vezes mais do que o isótopo U238. É tão comum que atualmente ele é tratado como um subproduto da extração de terras-raras. O problema é que o tório que ocorre na natureza não contém o suficiente do seu isótopo fissionável (Th231) para manter a criticidade. É aí que entra o plutônio. O que a Thor fez foi misturar óxido de tório (ThO2) com óxido de plutônio (lixo nuclear) numa proporção 90:10 para criar o tório-MOX (óxido misto). O óxido de tório age como a matriz que segura o plutônio enquanto ele é utilizado.

Essa coisa pode revolucionar a energia nuclear. O Tório-MOX pode formar bastões e ser usado na geração atual de reatores nucleares com poucas alterações. O tório cerâmico tem condutividade térmica e ponto de fusão maiores do que o urânio, o que significa que pode ser operado a temperaturas internas menores (e mais seguras) sem chance de derreter, com menos emissão de gás de fissão, e com ciclo de combustível prolongado.

O mais importante é que o tório não é convertido em plutônio – acontece o oposto, na verdade. Isso é, o processo consome o plutônio. Nós podemos estar olhando para algo que não apenas pode controlar o crescimento de lixo nuclear no mundo, mas também reduzir os depósitos de plutônio ao mesmo tempo que reduz os riscos de uma proliferação nuclear. Claro, o sistema do tório cria seu próprio lixo, mas o tório irradiado não oxida e se mantém mais estável enquanto deteriora. O que mais você pode querer?

A Thor Energy atualmente está testando a nova tecnologia em pequena escala. Um reator protótipo vai alimentar uma fábrica de papel em Halden, na Noruega, pelos próximos cinco anos. Se o combustível se provar comercialmente viável durante o teste, podemos estar próximos a uma grande mudança na energia nuclear até o fim desta década. [Extreme Tech – Thor Energy – Thorium 100 – Thor Energy – Wikipedia – Britannica – Imagem: Thor Energy]

CARRO DO FUTURO ABASTECERÁ A CADA 100 ANOS !

Empresa norte-americana está desenvolvendo veículo que utiliza o metal radioativo tório como combustível

Carlo Cauti – Especial para o Estado

11 de novembro de 2013 | 19h 53 – SÃO PAULO – Imagine comprar um carro novo que terá a próxima parada para abastecer somente em 2113. Uma empresa norte-americana do Connecticut, a Laser Power System, está desenvolvendo um inovador sistema de propulsão para automóveis: o tório.

Esse elemento químico, cujo símbolo é o Th, é um metal radioativo natural utilizado para a fabricação de vidros especiais e de filamentos para lâmpadas incandescentes. Está entre os elementos mais densos existentes no mundo e, segundo a empresa norte-americana, poderia produzir energia suficiente para movimentar veículos.

Abastecer o tanque com oito gramas de tório produziria energia para 100 anos sem emissões nocivas ao meio ambiente. “Um grama de tório dispõe da mesma energia de 28 mil litros de gasolina”, explicou Charles Stevens, CEO da Laser Power System.

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