ANFAVEA JÁ ANTEVÊ 2030 NO SETOR AUTOMOTIVO ! Uma vanguarda estratégica !!!! MOAN E MOMENTO DO SETOR AUTOMOTIVO, UM CASAMENTO PERFEITO !

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Inovar-Auto 2 já está em gestação na Anfavea

 

Regime para vigorar além de 2017 deve continuar a proteger carros nacionais das importações

PEDRO KUTNEY, AB

 

Moan: Anfavea negocia mais políticas industriais
Para quem já acha complicado o atual regime automotivo, pode começar a se preparar para sua segunda fase, para depois de 2017, quando serão encerradas as exigências e incentivos da atual política industrial do setor. “Quero começar a formatar a proposta e negociar com associados e o governo ainda em 2014, para criar o Inovar-Auto 2 até o fim de 2015”, revela Luiz Moan Yabiku Jr., presidente da Anfavea que tomou posse há cerca de três, mas que conhece muito bem os caminhos das negociações em Brasília, como diretor de assuntos institucionais da General Motors do Brasil e também como membro de longa data da associação nacional dos fabricantes de veículos. Inclusive, ele já foi um dos principais negociadores do Inovar-Auto na gestão passada da Anfavea, quando ainda era vice-presidente. 

Moan ainda tem dúvida sobre o horizonte da próxima etapa do regime automotivo brasileiro. Ele pensa em um programa que poderia valer de 2017 até 2025, ou mesmo até 2030. “Será importante para a indústria essa visão de planejamento de longo prazo”, avalia. O dirigente admite que o Inovar-Auto 2 ainda deverá ter algum tipo de proteção aos fabricantes instalados no Brasil. “Ainda será necessário incentivar o produto nacional. Não dará tempo de eliminar todos os gargalos competitivos até 2017.” 

Muita coisa ainda precisa ser negociada, mas a sequência do Inovar-Auto, na opinião do dirigente, deverá focar em questões mais estratégicas para o futuro do setor, como novas tecnologias mobilidade, incluindo pesquisas nacionais com células de combustível, que poderia dar ao País capacidade de construir carros elétricos a hidrogênio. “Há grandes oportunidades para evoluir nesse campo. Todos sabem que os carros híbridos e elétricos são uma etapa intermediária para a célula de combustível. E o Brasil pode gerar hidrogênio a partir do etanol, criando aqui tecnologia própria”, destaca. 

Outra questão a focar é a exportação. Moan reafirma a necessidade de criar o Exportar-Auto, que defende desde sua posse na presidência da Anfavea, em abril passado. “Estamos montado o programa para negociar com o governo. Nós precisamos exportar. Precisamos criar incentivos e condições para isso”, diz, afirmando que a indústria nacional já tem, sim, produtos compatíveis para qualquer mercado, incluindo níveis de segurança – recentemente questionados pelos testes do Latin NCAP (leia aqui e aqui). “Se o problema é nível de equipamentos eu posso instalar aqui tudo que for necessário.” 

METAS GARANTIDAS

Antes de negociar novas políticas, porém, há muito o que fazer para cumprir todas as metas do atual Inovar-Auto, como aumento de eficiência energética, investimentos obrigatórios em engenharia, pesquisa e desenvolvimento, além de substancial elevação de compras de fornecedores nacionais. Para os céticos que duvidam da efetividade do programa (onde se inclui este jornalista), Moan garante que todos os objetivos serão cumpridos à risca, sem desvios nem adiamentos. Para ele, a falta de algumas regulamentações do decreto que criou o Inovar-Auto há pouco menos de um ano não serão motivo para gerar atrasos. 

Sobre os investimentos em pesquisa e desenvolvimento local, Moan avalia que muitas das associadas da Anfavea, aquelas que não têm capacidade tecnológica completa instalada no País, deverão direcionar os recursos mínimos exigidos pelo Inovar-Auto para fundos e institutos de pesquisa, ou mesmo para alguns fornecedores, como permite a legislação. Ele também garante que pretende tornar públicos esses investimentos, informando sobre valores e direcionamento dos recursos. 

Moan admite que, com o atual nível tecnológico veicular, é difícil aumentar as compras de componentes feitos no Brasil. “Mas não tem jeito. Precisamos desenvolver fornecedores locais se quisermos evoluir como indústria, até para evitar riscos cambiais da variação do real nas importações, como vemos agora. Estamos negociando o Inovar-Peças com o governo e fornecedores. Temos até já algum consenso com o Sindipeças”, conta o presidente da Anfavea. Ele revela também que deve negociar a criação de uma lista ampliada para reduzir imposto de importação de sistemas e componentes que não têm fornecimento nacional, com o compromisso de incentivar, no futuro, a instalação desses fornecedores no País. 

A Anfavea aposta na adoção de políticas industriais para superar o abismo de competitividade com a concorrência internacional. A intenção, inclusive, é ampliar esse tipo de política. A próxima a ser negociada deverá se chamar Inovar-Máquinas, para incentivar a produção nacional e desenvolvimento tecnológico de máquinas agrícolas e de construção. “Esse setor também precisa de um regime, a concorrência de propdutos asiáticos está muito forte no mercado nacional, especialmente no setor de construção, que logo deverá atingir também o agronegócio”, avalia Moan.

 

 
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