Belo relato do Arnaldo Keller sobre câmbios automáticos ! Reblogado do Blog AUTOentusiastas.

OS BEM-VINDOS NOVOS CÂMBIOS AUTOMÁTICOS

Postado por Arnaldo Keller

Atualmente, carros com câmbio automático perdem por pouco em desempenho para os modelos similares manuais. Alguns automatizados, como o sistema PDK da Porsche, são até mais rápidos numa prova de aceleração.
 
Não era assim até alguns anos atrás. Se você queria um carro de câmbio automático para evitar mudar marchas, você de antemão já sabia que seu carro, além de gastar uns 10 % a mais de combustível, andaria bem menos que o modelo manual, e a piora não seria só na arrancada, não; a maior piora seria quando pegasse a estrada, pois os câmbios automáticos tinham no máximo 3 marchas e essa 3a e última marcha costumava ser bem mais curta que a última marcha (4a ou 5a) que o câmbio manual tinha.
 
Um exemplo é o câmbio automático do Opala 6-cil da década de 80. Sua 3a e última marcha é tão curta que o motor se esgoela a 120 km/h – um desperdício de potência e combustível. O VW Santana 1993 que tive era assim também, um horror na estrada, amarradão.
 

Todo mundo sempre fala na comodidade dos câmbios automáticos modernos, mas ainda não ouvi falarem da segurança que proporcionam. Isso mesmo, segurança. 

 
Para os amigos autoentusiastas, gente que sabe cambiar direito, o automático não agrega segurança, mas para outros muitos, sim. Darei um exemplo, já que a partir dele é que achei interessante escrever este post.
 
Há pouco vendi com um dó danado a perua Mondeo que pertencia à minha mulher. Deu dó porque era perfeita para o uso destinado a ela: cabia tudo, era macia, tinha câmbio automático de 4 marchas (4a longa, 3.200 rpm a 120 km/h), andava muito bem, curvava muito bem, viajava que era uma beleza, etc, mas estava meio velhusca e carro de mulher não pode dar xabú, então comprei uma perua Renault Scénic realmente semi-nova com 31 mil km.
 
Motor 1.600, 16V, câmbio manual. O motor, que num Sandero deixa o carro esperto, na Scénic é apenas suficiente. Carregada, então, é só suficiente mesmo. Mas é bem econômico e tudo bem.
 
Mas o trânsito deste fim-de-semana nas Rodovias Bandeirantes e Anhanguera estava besta pra burro – creio que muita gente viajou para ver os pais. Notei que recentemente, por algum motivo, o percentual de barbeiros apressadinhos aumentou nas rodovias. Na hora do rush das estradas viajar virou uma roleta russa.
 
Uns colam na traseira dos outros e vão como um trem encarrilhado. Diante disso, claro, engavetamentos virou regra.
 
Macaco-velho, escapei de um feio. Alguns encarrilhados se estreparam ali.
 
Odeio quando um pseudo-motorista desatento ao retrovisor fica na pista da esquerda, abaixo da velocidade permitida. Até aí tudo bem, mantendo distância segura, dou uns toques com a seta à esquerda ou uma piscadela de farol e aguardo. Só que nessas sempre vem outro pseudo-motorista e cola na minha traseira tentando me empurrar para que eu cole no da frente também. E pior fica, quando, por ter a faixa ao lado tomada, simplesmente não tenho como lhe dar passagem. Se eu tivesse como lhe dar passagem, já a teria dado há muito tempo, pois os deixo passar para que eles que fiquem com a tarefa de cutucar o desatento, e depois, quando liberar, passo eu também.
 
Nestes casos, fico ainda mais irado quando isso ocorre quando levo minha família, porque o jumento a está pondo em risco. Minhas entranhas de pai de família se reviram, mas faço de tudo pra disfarçar a irritação para não tornar a viagem desagradável e/ou com sensação de insegurança.
 
De qualquer modo, na estrada é bom termos um carro com uma boa reserva de potência para uma rápida aceleração, já que em alguns casos acelerar é o modo mais seguro de escapar de uma encrenca. Na minha mão a Scénic (1.6, manual), mesmo meio carregada, fica até que ágil. Já na mão de gente menos ligada que a gente, não fica lá essas coisas.
 
E onde entra o câmbio automático moderno no meio disso tudo?
 
Entra onde ele permite que gente que não é craque na guiada consiga fazer seu carro render todo o seu potencial nas retomadas. É só pisar fundo e praticamente todo mundo sabe fazer isso.
 
Diante dessa constatação, hoje recomendo carro automático pra quem não é do ramo.
 
Mais ainda recomendo, principalmente quando com a família, que não viajem em meio à turbamulta inconseqüente que infesta nossas estradas nessas ocasiões.
 
Não sou doido de meter minha família onde tenho pouco controle da situação. Pra mim, chega. 
 
AK
 

 
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