4 milhões de veículos em 2013 ! 5 milhões em 2017 ! Vai Brasil !

         UM EXCELENTE SEMINÁRIO E UM SETOR OTIMISTA EM 2013 !
Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2013
Investimento das montadoras cresce R$ 8 bilhões até 2017
Décio Costa, de CampinasImagem

Nova contabilidade dos investimentos das fabricantes de veículos no País soma agora impressionantes R$ 71 bilhões para o período 2013 a 2017. O novo valor foi revelado por Luiz Moan, presidente da Anfavea, durante palestra no Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2013, na segunda-feira, 17, em Campinas, SP.

“Há dois meses, na ocasião da posse da nova diretoria da Anfavea, o volume era R$ 63 bilhões. O aumento do aporte revela que o País é e está favorável ao investimentos e que o Inovar-Auto já está mostrando resultados.”

O presidente da associação apontou outro efeito provocado pelo programa oficial, ainda que coligado ao aumento do investimento das fabricantes de veículos aqui: as sucessivas retrações de participação dos veículos importados nas vendas internas, que caíram de 21,8% em janeiro para 19,6% em maio.

Moan lembrou que as montadoras associadas da Anfavea são globais, e responsáveis por 73% da produção mundial de veículos. Teriam, portanto, argumentou, condições de importar veículos praticamente de qualquer lugar, independente do tipo produto. “A opção da indústria automotiva para o Brasil, porém, é a de produção local, de geração de emprego. O Inovar-Auto tornará mais forte toda a cadeia produtiva.”

Moan projetou forte ritmo de produção no próximo trimestre, de julho a setembro, com média de 350 mil unidades/mês, acima do atual trimestre e do mesmo período de 2012, que fora embalado pela novidade do IPI reduzido.

O representante da Anfavea reforçou em sua apresentação que o novo regime automotivo brasileiro está em sua segunda fase, sendo que a primeira, reconheceu, foi de mera proteção via aumento na alíquota do IPI para importados em 30 pontos porcentuais. O momento atual, em vigor desde janeiro, envolve maiores compras nacionais de peças. Por isso, Moan acredita que o programa “não protege apenas a montadora, mas também todo o parque de autopeças e insumos do País. Do investimento programado para os próximos cinco anos R$ 21 bilhões serão destinados à pesquisa, desenvolvimento, engenharia e capacitação de fornecedores”.

À plateia presente ao seminário o presidente da Anfavea ainda lembrou que a Finep, Agência Brasileira de Inovação, empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, possui linha de crédito de R$ 11 bilhões para financiar qualquer empresa dos segmentos metal-mecânico e de plástico – e revelou que passará a atender outros segmentos da indústria de autopeças, como borracha, por exemplo.

De acordo com Moan ao final do ciclo de investimento programado pelas montadoras, a capacidade produtiva da indústria automotiva será de 5,5 milhões a 5,7 milhões de unidades anuais. Assim, o presidente da associação mais uma vez ressaltou a necessidade de retomar as exportações de veículos.

À frente da Anfavea Moan prepara estudo, batizado Exportar-Auto, a ser entregue ao governo com o objetivo de fomentar as remessas externas. O executivo traça planos de embarcar 1 milhão de unidades até 2017, o que representaria 20% da produção.

Para isso há medidas de curto a longo prazos, desde desonerações tributárias na cadeia produtiva, passando por aperfeiçoamentos logísticos, a contrapartidas do governo como investimento em infraestrutura. “Hoje, 8,8% de impostos nas exportações não são compensáveis. Com este índice zerado certamente teríamos maior competitividade nos embarques ao Exterior.”

Ford: Estimativa otimista, mas atenta ao vento contrário
Marcos Rozen, de Campinas

A Ford faz uma conta simples no momento de projetar o restante de 2013, na concepção de Rogelio Golfarb, seu vice-presidente para América do Sul, que palestrou no Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2013, realizado na segunda-feira, 17, em Campinas, SP: com os resultados de mercado já consolidados até maio, bastará que as vendas registrem elevação de 2% daqui para a frente para que a projeção da Anfavea, de elevação no teto de 4,5%, se concretize.

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“Parece pouco diante do já realizado até maio, crescimento de 8,6%, e não será surpresa se ao fim do ano inclusive superarmos a atual perspectiva da Anfavea. Mas é preciso tomar cuidado com o vento contra”, alertou o executivo à plateia em sua apresentação.

O que Golfarb chama de vento contra são alguns cenários à frente no segundo semestre, como o nível crescente de endividamento das famílias, índice de confiança do consumidor em queda, possível elevação das taxas de juros e ainda certa incerteza quanto ao comportamento dos níveis de inadimplência para veículos.

Por outro lado, fez questão de salientar o executivo, há também diversos aspectos positivos que justificam o otimismo: baixa densidade do mercado local – ou seja, a relação de habitantes por veículo ainda tímida quando comparada com outros países em desenvolvimento –, nível de desemprego muito reduzido, expansão de renda, taxa de juros em menor nível histórico, preços de veículos 0 KM reajustados abaixo da inflação e ainda uma ampla disputa por mercado, tanto por modelos quanto por marcas.

“O quadro é positivo para este ano, mas pregamos cautela e recordamos que a comparação com os volumes do ano passado será mais apertada daqui até dezembro.”

Em sua apresentação Golfarb também chamou atenção para o nível de capacidade ociosa, que acredita subirá a partir de 2014 e até 2016, por conta especialmente das novas fábricas que serão inauguradas no período. “Não tenho dúvidas de que esta capacidade será utilizada em algum momento do futuro, mas também que este quadro irá pressionar a todos em curto prazo.”

Para os fornecedores em especial o vice-presidente Ford foi mais um a insistir na dupla competitividade-produtividade como necessidade primária. E recordou que “o Brasil não se envolveu com a indústria eletrônica. Aqui televisores não são produzidos, são apenas montados. Os novos recursos veiculares, principalmente os de segurança, são muito mais ligados à eletrônica do que à mecânica. Por isso, precisamos trabalhar para elevar a presença nacional neste segmento juntos, autopeças e montadoras”.

VW: Riscos e oportunidades brasileiras
Décio Costa, de Campinas

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Embora o País deva encerrar o ano como o quarto maior mercado de veículos do mundo, à frente da Alemanha, o vice-presidente de finanças e estratégia corporativa da Volkswagen do Brasil, Carsten Isensee, pontua desafios importantes a serem enfrentados pela indústria local nos próximos meses e anos.

Em apresentação durante o Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2013, na segunda-feira, 17, o executivo expôs riscos e oportunidades para o setor. De acordo com Isensee, dentre os países emergentes, o Brasil deve registrar o PIB mais baixo, de 2% a 3%, mas se comparado a Índia, Rússia e China, entende que o País está melhor posicionado por contar com classe média consumidora mais madura e governo mais estável. Também mostra uma taxa de natalidade sustentável, de 1,9 nascimentos por família, o que “no futuro, representará potenciais compradores de automóveis”.

Isensee ainda lembrou as contradições do País e seus entraves estruturais. Em 2012, apontou, 11% das viagens de avião representaram a primeira do passageiro, embora pouco tenha sido feito nos aeroportos. A malha ferroviária do Brasil soma 29,8 mil quilômetros, 10 mil deles remanescentes da época de Dom Pedro 2º ou, ainda, uma viagem de 1,9 mil quilômetros de São Paulo a Salvador que é quatro vezes mais cara que os 1,2 mil quilômetros que separam Xangai de Pequim. “O Brasil, no entanto, é visto com muito potencial. Para o Grupo Volkswagen é o seu terceiro melhor mercado.”

O representante da VW, no entanto, aponta a baixa taxa de desemprego como um dos fatores positivos a influenciar o aumento de vendas de veículos. “Atualmente ainda convivemos com 50% de rejeição nas solicitações de crédito, mas isso é um potencial de 50% de vendas no futuro.”

Isensee fez uma análise positiva em relação à trajetória de crescimento de vendas, que o leva a crer que até 2016 o País terá uma capacidade produtiva de 5,6 milhões de unidades. “Isso significa investimentos em inovação e desenvolvimento.”

Os aportes já começaram. Segundo Isensee, a Volkswagen investe R$ 8,7 bilhões no País para o período de 2012 a 2016, “dois terços em produtos e um terço em capacidade e estrutura”. O executivo recordou que um dos primeiros destinos do investimento foi a fábrica de Taubaté, SP, que recebeu R$ 427 milhões aplicados em uma nova linha de pintura.

Também não é segredo, embora o Isensee tenha preferido não pormenorizar a informação, o início da produção nacional do Up! até no máximo início do ano que vem, além dos estudos do retorno da fabricação da Audi em São José dos Pinhais, PR. “Ainda não existe uma decisão, somente uma forte possibilidade. Para a produção é preciso escala que compense os custos.”

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